Clara lavou as mãos na pia de ferro do sótão com movimentos lentos, observando a água turva de argila escorrer pelo ralo. Retirou o avental de lona manchado, ajeitou os fios castanhos que insistiam em escapar do coque e respirou fundo. Cada degrau de madeira que descia em direção à sala principal parecia aproximá-la de um tribunal invisível. Ela conhecia Arthur Albuquerque o suficiente para saber que ele não romperia a barreira dos dois anos de distanciamento por mera cortesia.
Ao pisar no márm