Eva era uma menina vivaz e inquieta, cheia de perguntas e com um sorriso enorme que terminava em duas covinhas nas bochechas. A cada dia se parecia mais com Elena: o cabelo preto e liso, os olhos grandes, o nariz pequeno e um minúsculo sinal acima da sobrancelha esquerda.
Às vezes, Owen via Elena refletida na filha. Porém, a pequena bagunceira lhe dava beijinhos na bochecha, o abraçava com força, o chamava de “papai”, e aí terminavam as semelhanças com a mãe. A menina era tão carinhosa e doce,