Serena:
— Eles são mágicos, não são? — A voz que me fez erguer a cabeça assim que saí do banheiro. Ela tinha cortado por completo a felicidade que sentia quando entrei lá.
A mulher parada diante do espelho, enquanto retocava o batom, me olhava pelo reflexo com um sorriso cínico. Eu tentava me lembrar dela, mas aí, feito uma ficha, eu saquei.
— Perdão, mas não sei do que fala. — Puxei o casaco em uma tentativa inútil de esconder minha barriga que a cada dia já era mais visível.
— Somos adultos,