Desde que meus pais se foram, eu nunca mais reclamei do gosto amargo dos remédios, porque não tinha mais ninguém para me dar um doce depois.
— É bem doce. — George insistiu, encostando o doce nos meus lábios, como se estivesse me tentando.
Acabei cedendo e abri a boca, mas assim que o doce tocou minha língua, as lágrimas brotaram nos meus olhos e, de repente, começaram a correr pelo meu rosto.
— Por que está chorando agora? — Ele perguntou, suavemente, enquanto sua mão tocava meu rosto, limpando