O mundo de Evelin retornou em tons de cinza e um gosto metálico amargo na língua. A primeira coisa que sentiu não foi o medo, mas uma dor latejante na nuca que parecia pulsar no mesmo ritmo que seu coração. Ela tentou levar a mão à cabeça, mas o tilintar de metal contra metal a paralisou. Suas mãos estavam presas à lateral de uma poltrona de couro gasto.
A escuridão do ambiente era cortada apenas por uma lâmpada amarelada que balançava suavemente no teto, projetando sombras retorcidas nas pared