Lorenzo Castellani
O som das sirenes cortava a noite como navalhas em carne viva. Nova York nunca foi uma cidade silenciosa, mas aquela noite parecia diferente - havia algo mais frio, mais sombrio, como se até os prédios observassem o que estava prestes a acontecer.
Eu observava pela janela da cobertura, o celular colado na orelha, o coração disparado. Do outro lado da linha, o detetive Collins falava rápido, com o tom tenso que só usava quando a situação estava prestes a sair do controle.
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