A manhã de terça-feira chegou arrastada para Lívia. O café quente não foi suficiente para afastar a lembrança do fim de semana — e, principalmente, do momento na sala de arquivo. Ela se pegou revendo mentalmente a sensação da mão de Arthur em seu braço, o tom grave da voz dele e a forma como os olhos pareciam atravessá-la.
Ao chegar à empresa, percebeu que a porta do escritório dele estava fechada. Nada de recados, nada de mensagens. Apenas silêncio.
Ela sentou-se à mesa, abriu o notebook e m