David
O corredor da faculdade está cheio, vozes misturadas em um ruído constante, mas para mim, o mundo inteiro reduz-se a uma única pessoa, Lizandra. Meu peito aperta quando a vejo e, sem hesitar, caminho até ela. No entanto, ao perceber minha aproximação, seu olhar transborda desprezo, como se eu fosse a pior coisa que já aconteceu em sua vida.
— Podemos conversar? — minha voz sai firme, porém baixa.
— Não tenho nada para falar com você. — O tom dela é cortante, cada palavra, um golpe seco.