Nina
O gosto amargo da bile ainda está na minha boca, e minhas mãos tremem de ódio. Se eu pudesse, juro que enfiaria uma faca naquele desgraçado do Yan, bem devagar, só para vê-lo implorar. Mas não sou burra. Não nadei tanto para morrer na praia. E se já estou no inferno, não vou só abraçar o capeta… Vou dançar com ele.
Assim que aquele lixo saiu da minha casa, meu corpo desabou. Primeiro veio o alívio, depois o choro. Um soluço pesado, dolorido, que rasgava minha garganta. Mas eu não sou fraca