A manhã seguinte trouxe uma luz suave, mas Ella não conseguiu sentir paz nenhuma.
Cada parte do corpo dela ainda parecia carregando a energia do encontro da noite anterior — como se o toque de Liam tivesse ficado preso na pele, pulsando por dentro, chamando, queimando.
Aquela sensação…
aquela resposta involuntária…
não era normal.
Era instinto.
Instinto que falava mais alto do que a razão, mais alto do que o medo, mais alto do que qualquer regra da alcateia.
E isso a assustava de um jeito bom.
Quando saiu da cabana, Theo a esperava.
O olhar dele era afiado demais.
Atento demais.
Quase como se conseguisse sentir algo diferente nela.
— Dormiu? — ele perguntou, olhando para o rosto dela como quem procura respostas escondidas.
Ella respondeu rápido demais:
— Claro que sim.
Theo arqueou uma sobrancelha.
— Com esse tom? Nem ferrando que dormiu.
Ella bufou, desviando o olhar.
Theo era irritantemente perceptivo.
Irmão de sangue? Não.
Mas irmão de alma, escolhido com laços mais fortes do que o