LVIII. A Loba Negra do Abismo
O silêncio das cavernas, que para Serena era um santuário, para Lilith era uma prisão de ecos. As paredes de pedra escura não a protegiam do frio penetrante de suas memórias, e o uivo do vento na entrada parecia carregar os sussurros do passado, as vozes de fantasmas que ela havia enterrado, mas que se recusavam a ficar em suas covas. A história de sua vida não se assemelhava a um conto de fadas, mas a uma balada cruel, onde o amor era uma arma e a lealdade, uma ilusão. Ela carregava a cicatriz