Meu nome é Valentina.
Na época, eu ainda fazia faculdade. Tinha um rosto delicado, quase inocente, desses que chamam atenção sem esforço, e um corpo que era impossível ignorar: seios fartos, cintura marcada, curvas que faziam Eduardo perder o foco assim que eu aparecia.
Eduardo era meu namorado. Ele já fazia tempo que queria ir mais longe comigo, mas eu ainda seguia à risca o aviso de Bruno, meu padrasto: só aos dezenove anos eu poderia me tornar uma mulher de verdade.
— Daqui a dois dias eu faço dezenove anos. Quando chegar a hora, vou poder realizar o seu desejo.
Eu estava no pequeno bosque do campus, encolhida nos braços de Eduardo, falando com uma doçura tímida que nem parecia minha.
A mão dele passeava pela minha coxa sem parar. Sem perceber, acabei abrindo um pouco mais as pernas.
— Está bem. Na véspera de Natal, eu vou te deixar satisfeita aqui mesmo.
Ele beijou meu pescoço várias vezes, deixando marcas arroxeadas na minha pele, como se quisesse gravar em mim que eu já tinha dono.
Eduardo estava no limite do desejo. Ainda assim, respeitava a minha vontade.
Voltei para casa tentando conter a inquietação que queimava dentro de mim. Desde que eu entrara na faculdade, os impulsos do meu corpo pareciam ter ficado cada vez mais difíceis de controlar.
Sempre que eu tinha algum contato mais íntimo com Eduardo e não chegava ao fim, continuava tomada por uma sensação incômoda, faminta, como se meu corpo pedisse mais e mais. Às vezes, por um instante, eu quase pensava em procurar qualquer pessoa capaz de apagar aquele fogo.
Felizmente, o aviso do meu padrasto ainda ecoava na minha cabeça e me mantinha consciente.
Mas faltava pouco. Dali a apenas dois dias, eu finalmente poderia me entregar a Eduardo sem reservas.
Deitei na cama. As lembranças das carícias dele, dos beijos, da tensão entre nós, voltaram uma a uma. Uma onda quente começou a se espalhar pelo meu corpo.
Fui tirando a roupa devagar, sentindo o ar tocar minha pele, até ficar completamente nua no quarto.
Mordi o lábio de leve, minhas pernas se abrindo sem que eu pensasse, enquanto meu corpo se entregava aos próprios instintos.
Foi então que a porta se abriu.
— Valen, olha só o que o papai trouxe para você.
A voz do meu padrasto veio da entrada.
Ele segurava uma sacola de papel e sorria, satisfeito.
Levantei a cabeça num susto. Meu padrasto estava parado à porta, imóvel, com os olhos fixos em mim. Havia surpresa no rosto dele, mas também outra coisa, algo mais denso, que fez meu corpo esfriar por dentro.
— Tio Bruno... Você...
Sentei depressa na cama e puxei o lençol para cobrir o corpo. Minhas bochechas arderam.
— Valen, o papai só queria fazer uma surpresa.
Ele riu baixo, como se o meu constrangimento não tivesse importância, e entrou no quarto sem pedir licença.
— Mas... Eu... Eu nem estou vestida.
Minha voz saiu fraca. Meu coração batia rápido demais.
— Não tem problema. Assim você já experimenta o vestido de Natal que eu comprei.
Meu padrasto tirou da sacola um vestido vermelho. A cor era viva, intensa, quase perigosa. A peça era curta, delicada, bonita demais para parecer inocente.
— Vamos. Não precisa ficar com vergonha.
O olhar dele carregava uma expectativa intensa. Mordi o lábio, envergonhada, e abaixei devagar o lençol que cobria meu peito, revelando meus seios fartos.
Os olhos dele ardiam de desejo, avermelhados, como se ele estivesse prestes a perder o controle.
— Valen, você cresceu mesmo. Acho que esse vestido ficou um pouco pequeno para você.
Ele ergueu a mão diante de mim, como se avaliasse minhas medidas. Enquanto se aproximava, a respiração quente dele caiu sobre a minha pele, e a tensão no quarto se transformou em uma sensação estranha, confusa, difícil de suportar.
— Eu... Eu experimento depois.
Minha voz saiu trêmula. Tentei me virar para escapar, mas meu corpo parecia sem firmeza. Quase escorreguei da cama.
Meu padrasto me segurou antes que eu caísse.
O peito dele se colou ao meu corpo, os braços me prenderam pela cintura, e a mão esquerda roçou meu peito com uma naturalidade perigosa. O toque foi breve, mas fez meu corpo estremecer inteiro.
— Eu ajudo você a vestir.
A voz dele soou baixa, contida, mas havia algo ali que me deixou ainda mais inquieta.
Antes que eu conseguisse reagir, Bruno passou o vestido vermelho pelo meu corpo.
A peça era apertada demais. Moldava-se às minhas curvas de forma quase sufocante, deixando-me exposta e constrangida, como se pudesse ceder ao menor movimento.