Mundo de ficçãoIniciar sessãoAos 19 anos, Valentina conta a história do "presente" proibido que seu padrasto preparou para marcar aquela fase da minha vida. — Valen, o papai só queria te fazer uma surpresa. Enquanto dizia aquilo, meu padrasto agarrou meu vestido e o rasgou com brutalidade.
Ler maisBruno soltou uma risada de desprezo e fez um gesto impaciente, mandando que eu fosse buscar o dinheiro.Com todo cuidado, peguei Bia no colo. Ela estava assustada, chorando sem parar. Deixei-a no sofá, tentei acalmá-la por alguns segundos e me virei para o quarto.Meu padrasto veio atrás de mim.Assim que abri o armário para procurar o cartão do banco, ele avançou de repente e me empurrou contra a cama, prendendo-me sob o peso do corpo dele.— Sua maldita... Achou mesmo que eu ia deixar barato? Eu quero o dinheiro, mas também quero você.A voz dele vinha carregada de ódio, desejo e uma crueldade que me gelou por dentro.Tentei me debater, mas Bruno era muito mais forte. Eu não conseguia me soltar.O choro de Bia ecoava pela casa, cada vez mais desesperado. Aquilo me rasgava por dentro."O que esse homem quer para finalmente deixar a gente em paz?"Meu padrasto me segurava com violência, tentando abusar de mim sem nenhum pudor.Lutei com todas as forças. Empurrei, chutei, tentei afastá-
Minha voz saiu presa pelo choro:— Se eu chamar a polícia, todo mundo vai ficar sabendo. Eu não quero que o pessoal da vila descubra, nem que meus colegas fiquem sabendo. Se isso acontecer, eu...Não consegui terminar.O medo e a revolta brigavam dentro de mim com tanta força que as palavras simplesmente sumiram.Eu odiava meu padrasto pelo que ele tinha feito. Ainda assim, tinha medo de que aquele escândalo destruísse tudo: minha vida, meu futuro, o pouco que eu ainda tentava proteger.Eduardo ficou calado, mas vi a angústia em seu rosto.Eu também não queria continuar falando sobre aquilo. Só respirei fundo e disse, tentando me manter de pé por dentro:— Vamos embora. Por favor. Vamos sair daqui. Ir para qualquer outro lugar.Eu não queria ser arrastada para a lama por causa de meu padrasto. Muito menos permitir que aquilo marcasse o resto da minha vida.Assim que o Natal passou, Eduardo e eu deixamos a escola.Com novos documentos, comecei uma vida diferente. Troquei de identidade,
Para ser sincera, eu esperava por aquele dia havia muito tempo.Com o rosto queimando, vi meu padrasto brincar sem pudor com a minha entrada, ainda sensível, vazia, entregue àquela provocação. O pouco de lucidez que me restava já tinha se desfeito.Foi quando o celular dele começou a tocar.No início, Bruno nem pensou em atender. Continuou devorando meu corpo, concentrado, como se nada fora daquele quarto existisse. Mas as chamadas insistiram, uma atrás da outra, até quebrarem a tensão quente que nos envolvia.Irritado, ele pegou o aparelho. A pessoa do outro lado parecia alterada. Pela voz, reconheci tio André e outro homem da família dele.Bruno respirou fundo, ainda tentou responder com alguma paciência, mas logo perdeu o controle. Afastou-se de mim por um instante e começou a discutir pelo telefone.Com a voz presa entre os dentes, disse:— André, não pense que só porque tem dinheiro pode ficar com a minha Valen. Se hoje ela é tão pura, tão linda, tão irresistível, foi porque eu ti
— Lembra quando você era pequena? Eu vivia colocando você no colo para comer. Hoje, sente aqui comigo, como antes, está bem?Sentei-me de lado no colo dele. A proximidade era íntima demais, quase sufocante. Meu corpo encostava no dele, e eu conseguia sentir a tensão contida em cada movimento do meu padrasto.Enquanto falava, ele pegou a taça e a levou até os meus lábios, fazendo-me beber devagar.O cheiro do vinho invadiu meu nariz. Assim que engoli, o líquido desceu quente pela garganta. Uma pequena parte escorreu pelo meu pescoço, e eu estremeci sem conseguir evitar.— Já cresceu tanto e ainda se suja desse jeito? Não tem problema. Deixa que o papai cuida.Meu padrasto se inclinou para perto. A língua dele roçou minha clavícula, recolhendo devagar o vinho que havia escorrido pela minha pele. A sensação úmida e delicada fez meu corpo estremecer antes que eu pudesse evitar.Ele agia com uma delicadeza quase falsa. Por trás daquele cuidado, porém, havia uma força que me prendia no lugar
Último capítulo