Para ser sincera, eu esperava por aquele dia havia muito tempo.Com o rosto queimando, vi meu padrasto brincar sem pudor com a minha entrada, ainda sensível, vazia, entregue àquela provocação. O pouco de lucidez que me restava já tinha se desfeito.Foi quando o celular dele começou a tocar.No início, Bruno nem pensou em atender. Continuou devorando meu corpo, concentrado, como se nada fora daquele quarto existisse. Mas as chamadas insistiram, uma atrás da outra, até quebrarem a tensão quente que nos envolvia.Irritado, ele pegou o aparelho. A pessoa do outro lado parecia alterada. Pela voz, reconheci tio André e outro homem da família dele.Bruno respirou fundo, ainda tentou responder com alguma paciência, mas logo perdeu o controle. Afastou-se de mim por um instante e começou a discutir pelo telefone.Com a voz presa entre os dentes, disse:— André, não pense que só porque tem dinheiro pode ficar com a minha Valen. Se hoje ela é tão pura, tão linda, tão irresistível, foi porque eu ti
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