Capítulo 70

O café da manhã na alfândega tinha o gosto metálico da ansiedade. Nicolas estava sentado à minha frente, mas a distância entre nós não era medida em centímetros, mas em segredos. Ele me olhava como se eu fosse um cristal prestes a quebrar, e essa proteção excessiva começava a me sufocar mais do que o próprio perigo.

A porta se abriu e Marco entrou com um envelope que parecia pesar uma tonelada. O selo de cera de Vanni era inconfundível. No momento em que Nicolas estendeu a mão para interceptar
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