Acordamos juntos.
Ou melhor… eu acordo e descubro que ele ainda está ali.
Deitado de lado, o peito subindo e descendo devagar, uma das mãos descansando perto da minha cintura, como se estivesse me protegendo mesmo dormindo. O quarto está banhado por uma luz suave, o som dos pássaros da manhã vindo da janela entreaberta.
Fico um tempo só olhando. Observando as linhas do rosto dele, a barba por fazer, os cílios longos demais para alguém que não sabe o poder que tem. Por um segundo, esqueço de tud