POV LIANNA
A casa não dorme.
Ela respira.
Não é barulho. É presença. Um peso invisível que ocupa cada corredor, cada parede clara demais, cada porta que fecha com um som que ecoa mais do que deveria.
As crianças finalmente pegaram no sono depois de muito custo.
Selina pediu água três vezes. Selin quis saber se a porta do quarto ficaria trancada. Eu disse que sim, mesmo sabendo que não estava.
Quando fechei a porta deles, minha mão tremia.
Eu só percebi isso quando tentei girar a maçaneta.
Respi