POV LIANNA
Eu fiquei sentada na cadeira da minha sala por um tempo que não sei medir.
O hospital continuava vivo do lado de fora, passos apressados, vozes baixas, o som distante de um carrinho de medicamentos passando pelo corredor. Mas ali dentro, tudo estava suspenso. Como se o mundo tivesse apertado o botão de pausa só pra me deixar sentir.
Meu pai sempre soube onde atingir. Não com gritos. Não com insultos. Mas com ausência. E, ainda assim, conseguiu me fazer sentir culpada por ter