VALENTINA ROSS
Sábado. Quatro horas da tarde.
Eu estava sentada na ponta do sofá, com as mãos suando frio e os olhos cravados na porta de entrada.
Mas eu não estava sozinha. Domênico estava a poucos passos de distância, escondido no quarto de hóspedes. Eu não podia vê-lo, nem ouvi-lo, mas a simples consciência da presença dele ali era o que me mantinha no chão.
Além dele, eu tinha uma plateia invisível. Rubi havia me atualizado sobre a situação na van camuflada estacionada na rua de trás. O