DOMÊNICO BANE
Fechei a porta da sala atrás de mim e observei o escritório, estava impecavelmente organizado, mas havia um detalhe que a traía: o cheiro fraco, porém inconfundível, do perfume que ela usava. Valentina esteve aqui há poucos minutos. Eu podia sentir.
Caminhei a passos lentos até a pequena porta fechada no canto da sala, que deduzi ser o banheiro. Parei em frente a ela, ajeitei a gravata e dei duas batidas.
— Valentina? — chamei, com a voz alcançando aquele tom aveludado que costu