5- cinco dias

Ponto de vista de Gabriel

Cinco dias.

Gabriel vinha tentando o contato com Patrícia há cinco dias.

Ela não lhe retornou nenhuma vez.

Sabia que o passado que tiveram em comum a afastaria.

Mas estava ficando frustrado.

No primeiro dia não se importou e deixou um recado rápido no celular.

No segundo, teve um dia cheio, alguns funcionários brigaram durante o cruzeiro e tive que intervir.

Em alto mar.

Foi desafiador lidar com tudo sem chamar a atenção dos passageiros.

Por fim, perto de Ilhéus desembarquei duas pessoas da equipe e ficarei sem substitutos até o fim do período, isso se algum profissional aceitar menos do ordenado combinado no início do período de contrato.

Fiquei irritado quando liguei pro Toranda e uma moça riu quando eu avisei que liguei para o celular da Patricia e caiu na caixa postal.

— Olha, senhor, ela normalmente não atende. Nem a gente. O senhor têm que esperar, que ela retorna. Ela retorna todas as ligações.

Isso me tranquilizou, mas quando desliguei, me perguntei se ia demorar.

" Porra, não perguntei pra moça do Toranda se ela demora a retornar."

No terceiro dia eu não ia ligar, contudo, a vontade foi muito presente à noite e eu sucumbi.

Fui passar uns dias na casa da minha avó e procurar novos funcionários em São Paulo, tive acesso a um arquivo de Coimbra, uma foto que tirei com Cícero e ela, sentados em um gramado fazendo um lanche.

Deixei recado, pensando que eu tinha que ter uma chance com ela. Desliguei antes de implorar. Seria ridículo demais.

No quarto dia, eu liguei e chamou algumas vezes, deixei recado supondo que desta vez ela não quis atender.

Foi a primeira vez que liguei e chamou.

Eu estava me dando a última e derradeira oportunidade.

Contratei novatos inexperientes; Eles iniciaram quando os apresentei no Porto de Santos em São Paulo, uma escuna buscou-os e meu gerente geral os recebeu. Agora , Severino, meu gerente, está me notificando as falhas deles, geralmente problemas que acontece, mas uma das camareiras deixou uma peça de roupa vermelha junto com algumas peças brancas do kit do navio e tudo ficou rosa. Um erro que quando investiguei, não tinha sido inteiramente dela, ela tentou se informar com um veterano que a ignorou, e ele afirmou que Severino os instruiu a não explicar os processos para ninguém que isso prejudicaria o funcionamento do navio. Fiz reuniões com diversas equipes, explicando que temos dez funcionários inexperientes e que é dever de todos auxiliar com os processos, claro, não teriam que fazer o serviço, mas explicar não impede o trabalho de quem é tripulante efetivo. Então, a cada duas horas, Severino fica me monitorando e esperando que eu contrate os malandros que ele indicou. Havia sido um dia muito irritante.

No quinto dia, eu peguei o celular várias vezes. Estava resoluto em não ligar.

Tive que passar o dia no iate para que os novatos possam ter uma melhor adaptação.

Quando eles estiverem familiarizados, vão se alinhar com o formato de atendimento.

Isso foi muito positivo.

Meu capitão não teve problemas de brigas entre a tripulação e os passageiros puderam ter um atendimento de qualidade.

Comemoramos na cabine com champanhe, quase dez novatos, o capitão e eu.

Quando fui à cabine que eu utilizo, me recostei na cabeceira da cama observando a pequena suíte e pensei nela...

Recolhi o celular, coloquei o número, fiquei tentando me convencer a não ligar.

Então o número dela piscou na tela; uma chamada.

Eu nem acreditei.

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