Mesmo ainda mascarados, o desejo os incendiavam e Patrícia surpresa
viu-se tocando o homem, que cheirava a uísque com um perfume amadeirado, puxou-lhe a camisa tocando todo o abdômen, quando Gabriel parou.
Queria fazer isso direito. Ali seria pouco pro que queria com Patrícia.
— O que foi? — Ela pergunta, se afastando.
— Eu quero muito te ver… Depois daqui. A gente pode sair…
— Claro, tome meu cartão. — e estendeu um cartão com seus números de negócios. Estava com semblante chateado, mas não ia mesmo dar uns amassos ali e perder a oportunidade de namorar. Porque Patrícia era o meu tipo. E com certeza ia tentar levar ela pra noites de sexo.
Antes, ia contar a sua identidade. E checar se ela desta vez, ia ser dele.
Se aproximou e tirou a máscara de esqui. Era o momento da verdade.
Abraçou-a por trás e beijou seu pescoço. Ela se vira sorrindo e parou, surpresa. Os minutos passaram e ele disse:
— Você se lembra de mim?
— Vagamente. Eu te conheço de onde?
Ela não se lembrava dele. Mas algo dizia- lhe que quando se lembrasse, ela ia arrepender-se dos beijos.
— Eu... Nós estudamos na Universidade de Coimbra...
— Co-Coimbra?
A decepção brilhou em seus olhos e ela fechou a cara, Depois acenou.
— Ah, sim, você é amigo do Cícero.
— Era amigo de Cícero. Hoje não sou mais.
— Hum. Gabriel, claro. Gabriel Truddel.
— Isso. Sei que você fica até amanhã por aqui, então.. Podemos sair para um Café?
— Eu não posso. Tenho que ir o mais rápido que eu puder pra São Paulo. Pra…Outro trabalho.Vou voltar agora e... Bem, hum... O número abaixo é o da empresa. O outro é particular.
— Eu te ligo.
Gabriel a abraçou e deu-lhe outro beijo fazendo-a sorrir.
— Eu sei que temos que repetir o que fizemos aqui, linda. Pode ir.
Ela tocou seu rosto, sorriu e virou-se,caminhando para o corredor.
Gabriel vestiu o casaco e a máscara, retornando para o salão.
Encontrou Luna, que se jogou em cima dele, forçando-o a afastá-la. Ela estava bem bêbada.
Gabriel ficou perto de Elias, um dos sócios, e ficou procurando por Patrícia, mas não a encontrou. Circulou pelos ambientes e não a a encontrou.Ao retornar para falar com Elias, ele disse:
— Ei, gabe, o que foi?
— Estou procurando a Patrícia.
— A organizadora?
— Sim. Você viu ela?
— Ela saiu há uns dez minutos com a Odete. Uma festa da Lúcia. Urgente.
— É mesmo? Porra...
— Hahaha, você deu em cima dela Também? Ela é mais escorregadia do que quiabo! Desiste! Vem, Vou te apresentar umas gatas acessíveis. — E saiu arrastando Gabriel pelo bar, apresentando-o a diversas garotas, muitas bonitas, mas Gabriel só tinha na cabeça uma mulher de pernas longas e cinta-ligas que esteve com ele há pouco. Continuou na balada até que Glória chamou-o e ele saiu com o grupo que chegou. No dia seguinte voou para Salvador para ver o planejamento do cruzeiro neste semestre.
Assim que teve um momento tranquilo ligou para o número particular de Patrícia.
A ligação tocou, tocou, mas ela não atende. A mensagem de recado inicia e Gabriel deixa recado.
No dia seguinte ele fez outra tentativa no particular sem sucesso. Deixa um recado no telefone do Toranda, falou com Michele, uma recepcionista.
— Toranda buffet, Michele, boa tarde.
— Alô, Michele, Sou Gabriel, estou tentando falar com a Patrícia, ela se encontra?
— Não, senhor Gabriel, a Patrícia está cobrindo uma festa no Ceará. Ela só vai estar aqui depois de amanhã.
—Certo. então eu tenho que continuar ligando para o número particular dela?
— É muito urgente?
— Não, urgente não.
— Eu vou te passar o celular de trabalho, mas ela só deixa ele ligado de noite, pra poupar a bateria. É melhor o senhor deixar recado no particular que ela retorna pro senhor.
—Certo, obrigado pela atenção.
— De nada senhor Gabriel, eu aviso que o senhor ligou, caso ela ligue pro Toranda.
— Obrigado.
— De nada, tchau.
—Hum? Ah, certo, tchau.