Gabrielle Goldman
E o que me movia não era o desejo por aquele homem. Não era o desejo por seu corpo. Não era sequer a curiosidade de descobrir algo que ainda não conhecia. O que me movia era aquele impulso desesperado que pulsava no fundo da minha alma, a necessidade quase sufocante de fazer algo por mim mesma pela primeira vez. De salvar a mim mesma. De traçar uma linha final naquela corrida desenfreada e autodestrutiva que havíamos iniciado muito tempo atrás e que, desde então, parecia