Lucas Park
Se meu pai estivesse em pé, teria cambaleado. Eu teria feito o mesmo… se não estivesse completamente entorpecido pela fúria que me consumia por dentro. E foi exatamente esse mesmo sentimento — bruto, descontrolado, quase primitivo — que me levou a ferir deliberadamente o homem que eu mais respeitava em toda a minha vida. Eu sabia onde doía. Sabia exatamente qual ferida nunca cicatrizou. E, ainda assim… escolhi pressioná-la.
E doeu.
Não apenas nele… mas em mim também.