Depois da conversa, minha mãe parecia menor, não fisicamente, mas por dentro. Como se cada informação que eu havia colocado entre nós tivesse retirado dela um pouco da estabilidade que sempre sustentou nossa casa.
— Me leva até o quarto ao lado, filha… eu preciso me deitar — ela pediu, a voz cansada.
Eu a acompanhei pelo corredor silencioso. Abri a porta do quarto que ficava ao lado do meu, ajudei-a a entrar e observei enquanto ela se sentava na beira da cama, ainda processando tudo.
— Tranca a