O escritório da Fiorramont Holdings, no topo do arranha-céu mais caro de São Paulo, exalava um luxo frio e estéril. Alessandro Fiorramont observava a chuva fustigar o vidro blindado, segurando um copo de cristal com um uísque que custava mais do que o salário anual de qualquer um de seus funcionários. Mas o sabor do álcool era cinza em sua boca.
A porta de carvalho abriu-se com um estrondo controlado. Seu braço direito entrou, empalidecido, segurando um tablet que parecia queimar suas mãos.
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