A madrugada na serra era silenciosa demais. Frederico acordou sobressaltado. Seus instintos, afiados por décadas no crime organizado, captaram um som que não pertencia à floresta: o bater rítmico e distante de hélices cortando o ar gelado.
— Lívia! Acorde! — ele sussurrou, sacudindo-a. — Eles estão aqui.
Lívia sentou-se na cama, o coração disparado, mas suas mãos agiram por conta própria. Ela pegou a pistola na mesa de cabeceira e verificou o carregador, exatamente como Frederico a ensinara. El