O despertador tocou às cinco e meia da manhã.
Durante meses, Luna acordava cedo por causa de Elias. Agora acordava por causa dela mesma.
Ela ficou alguns segundos olhando o teto antes de se levantar.
Não havia arrependimento.
Mas havia peso.
O uniforme ainda estava dobrado sobre a cadeira — discreto, sóbrio, profissional.
Quando entrou na cozinha, Adrian já estava lá.
— Você não precisava acordar tão cedo — ela disse.
— Eu sei — ele respondeu. — Mas quis.
Silêncio confortável, mas atento.
Elias