O isolamento não chegou como expulsão.
Chegou como ausência.
Luna percebeu logo ao acordar que o dia começara diferente. Não havia mensagens novas. Nenhuma atualização urgente. Nenhum pedido indireto de posicionamento. O silêncio agora não pressionava — retirava.
E retirar é uma forma sofisticada de ataque.
Ela sentiu isso no corpo antes de entender racionalmente. Um cansaço mais profundo, menos agudo. Não havia alerta constante, mas uma sensação de deslocamento, como se estivesse fora do eixo por alguns centímetros.
O sistema não a empurrava mais.
Estava tentando fazê-la se sentir desnecessária.
Na cozinha, Adrian folheava o jornal digital sem ler de fato.
— Pararam de nos provocar — disse ele.
— Não — Luna respondeu, servindo café. — Pararam de nos incluir.
Ele a encarou.
— Você acha isso mais perigoso?
— Acho mais inteligente — ela disse. — Quando não conseguem quebrar alguém, tentam fazê-lo duvidar do próprio lugar.
Elias apareceu na porta, ainda sonolento.
— Eles sumiram? — pergu