A manhã começou com um gosto metálico na boca de Luna.
Não era fome. Nem sono. Era o pressentimento — aquele tipo de pressentimento que o corpo aprende depois de uma injustiça: quando você já foi acusada uma vez, você reconhece o cheiro de uma nova armadilha antes que ela aconteça.
E naquela casa, o ar estava cheio desse cheiro.
Adrian já estava acordado havia horas. Quando Luna desceu com Elias pela mão, encontrou o homem diante do painel de segurança, falando com alguém no telefone em voz baixa e cortante.
— Não. Eu quero cópia de tudo. Agora. E quero os nomes completos de quem assinou. — Ele desligou e virou para ela. — Moura vai chegar daqui a pouco.
Luna sentiu o coração apertar.
— Aconteceu alguma coisa?
Adrian hesitou o tempo suficiente para confirmar que era grave.
— Aconteceu exatamente o que você previu — disse. — Estão tentando te incriminar de novo.
Luna ficou imóvel por um segundo.
Elias apertou a mão dela.
— Como? — ela conseguiu perguntar.
Adrian respirou fundo e puxou