A manhã começou com um gosto metálico na boca de Luna.
Não era fome. Nem sono. Era o pressentimento — aquele tipo de pressentimento que o corpo aprende depois de uma injustiça: quando você já foi acusada uma vez, você reconhece o cheiro de uma nova armadilha antes que ela aconteça.
E naquela casa, o ar estava cheio desse cheiro.
Adrian já estava acordado havia horas. Quando Luna desceu com Elias pela mão, encontrou o homem diante do painel de segurança, falando com alguém no telefone em voz bai