A ligação de Isabella não foi apenas uma ameaça velada.
Foi um divisor silencioso.
Luna percebeu isso no modo como Adrian passou o restante do dia — mais contido, mais analítico, como se tivesse finalmente aceitado que o perigo não vinha apenas de fora dos muros da mansão. Havia algo corrosivo quando o inimigo conhecia a casa, os hábitos, os horários… e as fraquezas.
Ele cruzava dados no escritório com precisão quase obsessiva. Registros de entrada, datas de visitas, mensagens antigas, contratos assinados sem atenção suficiente anos atrás. Tudo era reexaminado sob uma nova luz.
— Ela sabe mais do que demonstra — disse Luna, apoiada no batente da porta. — Isabella sempre soube.
Adrian não levantou o olhar do notebook.
— Sempre. — A voz saiu baixa. — Eu confundia presença constante com lealdade. Confiança com costume.
Luna entrou no escritório e fechou a porta atrás de si. O ambiente estava carregado. Não só de tensão, mas de algo mais íntimo: arrependimento.
— Você não é o único que co