Frederico apenas sorriu de canto. Aquele sorriso que nunca revelava tudo, apenas o suficiente para deixar qualquer um intrigado.
— Surpresas perdem a graça quando reveladas, minha jovem. — respondeu, educado, mas enigmático. — Apenas esteja pronta.
E, sem acrescentar mais nada, virou-se e saiu do quarto, deixando atrás de si o leve perfume amadeirado e o silêncio cheio de perguntas.
Olívia ficou parada por alguns segundos, o coração acelerado. Algo estava por vir.
— Ótimo… — murmurou para si mesma, levantando-se devagar. — Lá vem mais uma jogada do poderoso Frederico Holt.
Mas, por algum motivo que ela não soube explicar, um arrepio percorreu sua pele.
O relógio havia acabado de marcar duas da tarde quando o carro preto cruzou os portões da mansão Holt. Olívia observava pela janela a sucessão de prédios, árvores e sombras que passavam depressa, como se o mundo estivesse em movimento e ela presa no próprio corpo. Seus dedos apertavam e soltavam a barra do vestido, a inquietação denunci