Na madrugada, Liam e Olívia permaneciam na proa do iate. Nus, os corpos ainda quentes, o coração acelerado, os dois tentavam aos poucos normalizar a respiração.
O mar estava calmo, o céu escuro pontilhado de estrelas, e o silêncio era quebrado apenas pelo som suave das ondas.
Sentados, permaneceram abraçados. Olívia estava com o rosto apoiado no ombro de Liam, as pernas por cima das dele, atravessadas para um lado; as pernas dele seguiam para o outro, sustentando os dois num encaixe perfeito. Ele envolvia a cintura dela com um braço firme, enquanto a outra mão repousava nas costas dela, desenhando círculos lentos.
Olívia respirou fundo e murmurou, sorrindo.
— Vou ficar morrendo de vergonha quando me esbarrar com o comandante…
Liam sorriu de canto, aquele sorriso tranquilo de quem não devia nada ao mundo. Inclinou o rosto, encostou a boca nos cabelos dela e aspirou o perfume salgado da pele.
— Vergonha de quê? — respondeu baixo. — Ele só vai ver uma mulher feliz… e muito bem cuidada.