O ar no corredor pareceu ficar mais pesado, denso, como se até as paredes absorvessem a tensão entre elas.
Olívia permaneceu em silêncio por alguns segundos. Não desviou o olhar. Não se explicou.
Bárbara sorriu sentindo-se vitoriosa.
— O seu silêncio diz tudo.
Foi então que Olívia reagiu. Com um movimento firme, puxou o braço, libertando-se do toque invasivo. O gesto foi controlado, mas carregado de limite.
— Uma pessoa não precisa dizer “eu te amo” para demonstrar amor de verdade. — disse, com uma calma perigosa, daquelas que antecedem uma tempestade. — E você não conhece o Liam… mesmo tendo crescido com ele.
Bárbara soltou um riso baixo, sem humor algum.
— Eu conheço o Liam. — rebateu. — Conheço o suficiente para saber que ele não mudou. — inclinou levemente a cabeça. — Ele só está te usando. Ele não te ama, querida.
O olhar de Olívia endureceu.
— Eu conheço o homem que ele escolheu ser comigo. — respondeu. — Algo que você nunca vai entender… porque nunca foi sobre você.
O sorriso