Lorena Azevedo
A primeira coisa que senti foi o gosto metálico do medo misturado a um odor químico insuportável que parecia ter grudado no revestimento da minha garganta. Tentei abrir os olhos, mas as pálpebras pesavam como se tivessem sido seladas com chumbo. Minha cabeça latejava em um ritmo frenético, cada batida enviando ondas de náusea pelo meu corpo.
Onde eu estou?
A última imagem que lampejou na minha mente foi o reflexo do sol no vidro da caminhonete. O cheiro doce e enjoativo do pano n