Lorena Azevedo
Três meses.
O tempo parecia ter voado desde aquela tarde no escritório, e agora, deitada na nossa cama de casal, eu não conseguia tirar os olhos do meu próprio corpo. Eu vestia apenas uma camisola leve de cetim rendada, e quando passei a mão pela minha barriga, senti um calorzinho gostoso no peito. Ali, onde antes era uma linha perfeitamente lisa, agora despontava uma saliência nítida, uma curvinha redonda e perfeita que começava a marcar o tecido. O nosso bebê estava crescendo.