Rafael Ventura
O motor da minha caminhonete ainda roncava alto quando estacionei em frente à cafeteria da Dona Marta. O trânsito de Belo Horizonte naquela hora da noite estava infernal, e cada minuto preso nos semáforos da capital parecia arrancar um pedaço da minha paz. Desci do veículo sem pressa, ajeitando o chapéu na cabeça, ainda sentindo o cansaço físico da lida pesada no curral e o cheiro de terra impregnado nas minhas botas. Eu estava ansioso para ver o sorriso da minha boneca e levá-la