HELOÍSA
O tempo dentro do quarto da minha mãe passou de forma muito rápida.
Eu ainda segurava a mão dela quando a enfermeira entrou, avisando com delicadeza que ela precisava descansar. Beijei seus dedos, prometi que voltaria logo e saí com o peito pesado e os olhos ardendo.
Assim que atravessei a porta, senti o peso do corredor outra vez. O cheiro de hospital, o piso frio, o som distante de passos e rodas de macas ecoando fez com que eu me sentisse desestabilizada. Passei as mãos pelo rosto, l