HELOÍSA
Meu corpo inteiro começou a tremer.
Não foi um tremor leve, desses que passam rápido. Foi um pânico que nasceu no estômago e se espalhou como um veneno quente pelas minhas veias, travando minhas pernas, apertando meu peito, roubando o ar dos meus pulmões.
Luiz Fernando percebeu no mesmo instante.
Sua mão envolveu meus ombros num recado silencioso de que ele estava ali do meu lado, não para me conter, mas para me ancorar.
— Heloísa… — a voz dele soou baixa, preocupada. — Você está bem?
E