HELOÍSA
A casa ainda estava cheia de vida.
Era curioso perceber como, depois de tantos dias de silêncio e preocupação, a mansão Bragança parecia respirar novamente. As vozes ecoavam pelos corredores, misturadas ao som de passos, risadas e conversas atravessadas.
Eu estava sentada no sofá da sala principal, cercada pelos meus pais.
Minha mãe segurava minha mão com carinho, como se ainda precisasse ter certeza de que eu estava realmente ali. Meu pai, sentado ao meu outro lado, observava cada movim