LUIZ FERNANDO
O hospital tinha um cheiro específico que alimentava ainda mais a minha ansiedade. Um cheiro que eu sempre associei a duas coisas: a nascimento… ou morte.
Naquele momento, sentado naquela sala de espera fria, iluminada por luzes brancas e impiedosas, eu não conseguia parar de pensar na segunda possibilidade.
Minhas mãos estavam entrelaçadas com tanta força que os nós dos meus dedos estavam esbranquiçados. Eu encarava o chão de porcelanato polido sem realmente enxergá-lo. Minha me