LUIZ FERNANDO
Quando o portão da mansão se abriu lentamente diante do meu carro, senti o peso do dia cair sobre mim de uma forma ainda mais brutal.
Até aquele momento eu estava funcionando quase no automático.
Hospital. Médicos. Cirurgia. Decisões.
Mas ao ver a casa surgir diante de mim — iluminada e aparentemente tranquila — a realidade voltou com força.
Heloísa não estava ali.
Estacionei o carro e permaneci alguns segundos com as mãos apoiadas no volante.
Minha cabeça ainda ecoava as palavra