HELOÍSA
Quando atravessei o portão, minhas pernas ainda tremiam.
Eu não sabia se era o cansaço, a adrenalina que finalmente estava indo embora ou o medo que ainda latejava dentro de mim como um coração fora do lugar. A casa estava silenciosa demais. Grande demais. Segura demais — ironicamente.
Assim que a porta se abriu, Matilde apareceu no corredor.
Ela vinha apressada ,com postura ereta e rosto sério.- seu costumeiro modo de agir.
Mas, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela adiantou o