Junior
Eu nunca tive ciúmes. Pelo menos não do tipo que faz a gente perder o sono ou apertar o volante até os nós dos dedos ficarem brancos. Sempre achei que ciúme era coisa de quem não tem confiança, ou de quem não tem nada pra oferecer. Mas aí apareceu Raphael Sinclair.
Raphael Sinclair. Só de repetir o nome na cabeça já sinto um gosto amargo na boca. Ele não é só um cara bonito de terno caro que apareceu no escritório essa semana. Ele é o tipo que entra numa sala e todo mundo vira pra olhar.