O cheiro amadeirado da casa de Loran ainda era o mesmo. A madeira antiga estalava sob os nossos pés conforme avançávamos pela sala de entrada. As janelas, fechadas por tábuas improvisadas, filtravam a luz cinzenta da noite. O silêncio ali dentro era espesso, carregado de algo que pesava mais que o ar.
Loran parou perto da lareira apagada. As mãos calejadas se apoiaram na bancada de madeira gasta. Eu respirei fundo, os olhos fixos nele.
— Loran — chamei, a voz saindo um pouco mais firme do que e