O cheiro de casa era como um punhal cravado no peito. Cada móvel no mesmo lugar. Cada prateleira com os livros alinhados do jeito meticuloso de Mira. As ervas secas penduradas na janela, as cortinas limpas, o fogo apagado na lareira… Como se nada tivesse acontecido. Como se eu pudesse cruzar o corredor e encontrá-la ali, sorrindo para mim com o olhar calmo e as mãos ocupadas preparando chá.
Mas ela não estava.
Meu estômago se revirou, a garganta fechando com um nó apertado. O silêncio da casa g