— Como assim, novo mundo?
Lucian suspirou, como se estivesse decidindo quanto poderia revelar.
— Dorian saiu há pouco tempo de perto dos vampiros renegados.
O sangue de Kai gelou.
— Você... — Ele deu um passo à frente. — Você tem a *coragem* de ter ele por perto? Depois de tudo que esses monstros fazem? E ainda coloca ele perto *dela*? — A voz dele subiu. — Ele ao menos consegue controlar a sede?
— Está dando certo. — Lucian manteve a firmeza. — Dorian não vai machucá-la. Confie em mim.
— Confiar em *você*? — Kai riu sem humor.
Mas não disse mais nada.
Lucian observou o lobo por um longo momento antes de perguntar:
— Você confia em mim? Em nós? Na minha família?
Kai ficou parado, os braços ainda cruzados, o olhar distante.
Então, sem dizer uma palavra, virou e saiu da sala.
Lucian ficou ali, sozinho, sem saber interpretar a resposta.
Mas decidiu considerar como um *sim*.
***
A picape de Ayla parou em frente à oficina mecânica de Kai.
Ela não tinha planejado passar ali — estava a camin