Capítulo 16

O silêncio na sala era sufocante.

Kai permaneceu parado, os braços cruzados, o maxilar travado. Esperando. Porque não ia dar a Lucian a satisfação de falar primeiro.

Lucian suspirou, sentando-se no sofá com elegância casual.

— Quantos anos você tem, Kai?

Os olhos de Kai se estreitaram.

— Não é da sua conta.

— Acho que é sim. Especialmente se vamos trabalhar juntos.

— Não importa.

— Importa pra mim. — Lucian manteve o tom calmo. — Quero te conhecer melhor. Pelo menos um pouco.

— Para de tentar o que você está fazendo. — Kai rosnou.

— E o que estou fazendo?

— Essa merda de joguinho psicológico. Essa falsa simpatia.

Lucian arqueou uma sobrancelha, incrivelmente paciente.

— Você é um adolescente mimado ou algo assim?

— Não.

— Então por que está agindo como um?

Kai cerrou os dentes, virando o rosto.

Lucian se inclinou para frente, descansando os cotovelos nos joelhos.

— Vivi muitos anos. Séculos. Com seres humanos. Em décadas completamente diferentes. — Sua voz era suave, quase nostálgica.
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