O silêncio na sala era sufocante.
Kai permaneceu parado, os braços cruzados, o maxilar travado. Esperando. Porque não ia dar a Lucian a satisfação de falar primeiro.
Lucian suspirou, sentando-se no sofá com elegância casual.
— Quantos anos você tem, Kai?
Os olhos de Kai se estreitaram.
— Não é da sua conta.
— Acho que é sim. Especialmente se vamos trabalhar juntos.
— Não importa.
— Importa pra mim. — Lucian manteve o tom calmo. — Quero te conhecer melhor. Pelo menos um pouco.
— Para de tentar o que você está fazendo. — Kai rosnou.
— E o que estou fazendo?
— Essa merda de joguinho psicológico. Essa falsa simpatia.
Lucian arqueou uma sobrancelha, incrivelmente paciente.
— Você é um adolescente mimado ou algo assim?
— Não.
— Então por que está agindo como um?
Kai cerrou os dentes, virando o rosto.
Lucian se inclinou para frente, descansando os cotovelos nos joelhos.
— Vivi muitos anos. Séculos. Com seres humanos. Em décadas completamente diferentes. — Sua voz era suave, quase nostálgica.