Precisei de dois dias para processar.
Não que eu tenha ficado em casa nesse tempo — ainda fui à escola, ainda comi, ainda respondi quando alguém falava comigo. Mas havia um filtro sobre tudo, uma camada de vidro entre mim e o mundo que tornava cada coisa ligeiramente irreal, como se eu estivesse vivendo em primeiro rascunho de alguma coisa que ainda ia ser revisado.
Kai me deu espaço. Mandou uma mensagem na manhã seguinte — sem texto, só um ponto final — e eu entendi que era a versão dele de: es