CAMILO
Lyandra acreditava que dominava o jogo, mas o erro dela sempre foi o mesmo: confiar demais na própria leitura dos movimentos. Ela observava padrões, antecipava rotas, interferia com precisão, mas esquecia de um detalhe essencial — quem controla o jogo não é quem repete estratégias, e sim quem sabe quando abandoná-las.
E eu nunca repito.
Durante semanas, ela interferiu nas minhas operações como se aquilo fosse inevitável, como se estivesse sempre um passo à frente. Conhecia a rota princi